Precificação do Carbono na Restauração Florestal

Precificação do carbono: No artigo de hoje vamos conversar sobre a precificação em projetos de restauração florestal. Boa leitura!

O plantio de espécies arbóreas nativas para a restauração de ecossistemas degradados é uma iniciativa promissora e cada vez mais utilizada na compensação de impactos negativos, como a emissão excessiva do dióxido de carbono (CO2), gerado por processos produtivos.
Porém, os projetos de restauração florestal com grande potencial para sequestrar o carbono atmosférico, ainda não são devidamente reconhecidos como mecanismos para a compensação e redução das emissões de CO2 e pouco participam das discussões sobre a precificação do carbono.

A precificação do carbono tem como princípio básico o poluidor-pagador, isto é, o compromisso de assumir responsabilidades e custos para a recuperação de um dano ambiental, no caso, as emissões de CO2.
Inventários realizados voluntariamente por empresas geram o compromisso em reduzir as emissões nos diversos setores e processos produtivos, promovendo um planejamento das respectivas ações para a mitigação dos impactos negativos do dióxido de carbono na qualidade de vida.
Contudo, a precificação não deve ser interpretada como “liberdade de poluir” em troca de um pagamento pelo dano ambiental, pelo contrário, ela pretende prevenir maiores danos ambientais e, a respectiva reparação nos casos onde a degradação ou as externalidades ambientais já tenham ocorrido.

As externalidades ambientais são resultado dos efeitos dos processos, produtos, bens ou serviços que podem gerar impactos socioambientais, positivos ou negativos. Os impactos negativos promovem prejuízos a toda sociedade e devem ser reparados e custeados pelos respectivos geradores.

Contudo, é difícil valorar um impacto ambiental, bem como, sua proporção e os respectivos custos da recuperação necessários para o pleno restabelecimento das funções ecossistêmicas.

A precificação de carbono tem-se tornado uma ferramenta promissora, que está gerando iniciativas para a diminuição dos impactos socioambientais das emissões de gases do efeito estufa, mas ainda não considerara a restauração florestal e o cálculo de carbono absorvido pelas árvores como coadjuvantes nas reduções das emissões de CO2 para os diversos setores empresariais.

A restauração florestal contribui com as metas de redução já estabelecidas, com um maior custo-efetividade. Veja matéria relacionada no Blog da Ybirá https://goo.gl/ou5xLQ.

Além disso, compensar as emissões com o plantio de árvores nativas, cria oportunidades de investimentos em ações ecológicas, que retornam para as empresas através do reconhecimento positivo no âmbito socioambiental, bem como, na melhoria qualidade de vida para todos.

Leia mais sobre o assunto em:
https://goo.gl/Q4pj6o
https://goo.gl/esx64s

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